Extraindo Sentido da Morte

Por David Sunderland

 

Você não é o maestro da sinfonia, mas sim uma corda vibrando dentro dela. Isso mostra que fazemos parte de algo muito maior e misterioso. A verdade é que não sabemos para onde estamos indo ou por que estamos aqui (se é que existe um motivo). E é aí que entram três palavras muito importantes: “eu não sei” (Klaas).

Jenkinson diz o seguinte: “Se a vida não tem um sentido certo, então imagine que você precisa criar esse sentido… todos os dias”. Mesmo assim, a gente costuma ver a morte como uma figura assustadora, como um anjo ou carrasco, e os obituários falam dos últimos dias como se fossem uma batalha. Mas, ao lutar contra ela, essa batalha pode virar uma obsessão teimosa, disfarçada de escolha racional. Em vez disso, podemos ver a morte como um marinheiro vê o mar: enfrentando os desafios e encontrando nosso caminho.

Kübler-Ross nos dá um conselho importante: “tente aceitar a morte e o morrer como partes naturais da vida. Assim, você estará mais preparado para lidar com isso, tanto com a morte dos outros quanto com a sua própria, quando chegar a hora”. Já Lofland diz que toda a burocracia, o afastamento e o tabu em torno da morte são “exagerados e mal usados”.

Miller e Berger lembram que a gente tem, sim, alguma escolha diante do inevitável: talvez onde vamos morrer, ao lado de quem, e o mais importante — como vamos aproveitar o tempo até lá.

 

Referências

Este conteúdo foi originalmente escrito em inglês. Tradução em português validada por Evelin Albert.

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