A negação da morte

Ernest Becker. 1973. Souvenir Press. 336p

“O homem é um verme e alimento para vermes”, mas “nas estrelas”; “fora da natureza e irremediavelmente nela”: “deuses com ânus” e (depois de 2001) “um macaco versátil”. A investigação psicanalítica de Becker sobre nossa visão da morte e os paradoxos em torno dela é um texto fundamental.

Ele explora como os seres humanos constroem significados para buscar segurança e alívio da ansiedade em relação à morte, observando a ironia de como essa busca é impulsionada pelo fato de estarmos vivos: “temos que evitar estar totalmente vivos”; um “nexo de falta de liberdade”. Suas análises são reveladoras, por exemplo, sobre os paralelos entre o pecado e a neurose, e sobre como alguns líderes exploram o medo da morte – e, inversamente, como podemos, por sua vez, servir de bode expiatório “quase como uma desculpa” post facto para atos que eles possam cometer: “Quanto mais você teme a morte e quanto mais vazio você está, mais você povoa seu mundo com figuras paternas onipotentes, ajudantes extra-mágicos”.

E, em termos de busca de significado, Becker sugere que “o máximo que qualquer um de nós pode fazer é moldar algo – um objeto ou nós mesmos – e jogá-lo na confusão, fazendo uma oferta, por assim dizer, à força vital”.

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